Após quase um ano a queixarem-se da compra em grandes lotes dos manuais oferecidos pelo Estado, que ameaça os seus negócios, pequenos livreiros vão ser recebidos

Ao fim de mais de um ano de protestos, os pequenos livreiros vão finalmente sentar-se à mesa no Ministério da Educação, no início do ano, para tentarem resolver o problema que, dizem, ameaça ajudar a riscar do mapa mais de mil empresas e milhares de empregos. Em causa está a aquisição em grandes quantidades, por algumas escolas, dos manuais oferecidos pelo Estado, o que deixa de fora o comércio local.

“Fomos chamados para uma reunião, que julgo que será com o chefe de gabinete da secretária de Estado [adjunta e da Educação, Alexandra Leitão], no dia 5 de janeiro”, confirmou ao DN José Augusto, proprietário da Livraria Saturno e um dos subscritores de um protesto que reclama a entrega às famílias dos alunos de vouchers, para que estas possam escolher livremente o local onde compram os manuais escolares oferecidos pelo Estado.